Aroldo Macêdo contou a história de um sonho amplificado

Uma ideia simples também ajudou a escrever a história do Carnaval e da música baiana, e ela foi contada por Aroldo Macêdo, irmão de Armadinho e filho de Osmar Macêdo, que junto com Dodô, criou uma nova forma de fazer música.

Dodô e Osmar se apresentavam com instrumentos acústicos num grupo chamado curiosamente de “3 e meio”, fato que Aroldo disse não entender até hoje, já que o grupo tinha mais de 7 pessoas, mas curiosidades à parte, o mais interessante foi perceber como a “guitarra baiana” surgiu da paixão e necessidade de fazer música e poder amplificar isso levando para mais pessoas.

Até então havia uma caixa amplificadora e a caixa acústica do instrumento impedia que o som fosse mais alto, causando o que se conhece como microfonia. Depois de pensar em outras alternativas e quebrar alguns instrumentos numa loja na procura por um som ainda mais energizante, Dodô e Osmar chegaram a uma criação inusitada conhecida como “pau elétrico”, que não demorou muito a se tornar o que conhecemos hoje como guitarra baiana. Foi a porta aberta para tantos carnavais, fato que, segundo Aroldo, poucos tem o privilégio de ter.

Contar 70 anos de história em 15 minutos foi a melhor forma de simplificar, sintetizando tudo no final com a música “Chame Gente”, que animou ainda mais o pessoal por aqui!

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Multiinstrumentista baiano, Aroldo Macêdo começou a estudar piano aos nove anos de idade.

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